A opinião de Bruce Lee sobre a violência nos filmes

– Agora gostaria de lhe fazer uma pergunta delicada. Em Hong Kong, o número de crimes está aumentando assustadoramente. Muitas pessoas crêem que isso possa ser um produto dos chamados “filmes de Kung Fu”… Se você fizer um filme que cause má influência em certas pessoas você se sentirá pesaroso por isso?

“Boa pergunta! Contudo, antes de responder, tenho que esclarecer um ponto: um filme não é feito por Bruce Lee, sozinho… é o produto manufaturado do roteirista, do diretor, da produção, dos atores e demais membros da equipe. Assim, se eu realmente fizer um filme que possa exercer má influência, não devo carregar toda a responsabilidade. Não obstante meus desejos são os seguintes: Primeiro: Não quero jamais fazer um filme que destaque a crueldade! Devo examinar as razões pelas quais os personagens tem de lutar… Serão razões justas? Se não forem, não aceitarei o papel. Segundo: Por serem as artes marciais minha carreira, quero usá-las como meio de expressar meus ideais. O verdadeiro lutador deve lutar por retidão. Sobretudo, quando decide lutar, deve estar ciente de seus atos e lutar sinceramente até o fim. Somente dessa maneira desenvolverá bom caráter e total sinceridade. Procuro desempenhar meu trabalho dando o melhor de mim e fazendo as coisas com o coração. Se todos fizessem as coisas por ideal, o dinheiro se tornaria secundário. Em todo setor de atividade humana, contudo – e também no mundo do cinema são muitas as pessoas que vivem pela especulação, fazendo qualquer coisa por dinheiro. Propagam a violência e a crueldade por razão nenhuma a não ser “dinheiro”.” (Bruce Lee)

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Bruce Lee fala sobre o sucesso (Hong Kong, 1972)

Bruce Lee fala sobre o sucesso em entrevista em Hong Kong por Hsin Hsin em 1972

Pergunta: Os recordes de bilheteria de “The Big Boss” provam que você é um ator muito bem sucedido. Pretende subir ainda mais? E está preparado para o dia em que poderá cair do cume do sucesso?

Resposta: Como eu disse antes, sucesso, para mim, significa fazer as coisas sinceramente, com o coração. Você precisa da ajuda de outras pessoas para isso, mas, sobretudo precisa de sua própria ajuda! Quanto à ideia de “subir mais” acho uma fantasia. Não se pode simplesmente ficar sentado esperando e desejando coisas. Eu penso que a vida é um processo. Através dos tempos, o fim dos heróis tem sido o mesmo fim dos homens comuns. Todos morrem e gradualmente apagam-se da memória dos outros. Mas enquanto continuamos vivos, temos que compreender a nós mesmos, descobrir a nós mesmos e expressar a nós mesmos. Desta maneira podemos progredir, mas não necessariamente sermos bem sucedidos. Embora hoje eu seja bem sucedido, devo continuar a procurar o meu progresso interior. e se eu posso ou não “ir mais alto” continua sendo uma fantasia! Eu acredito que a ‘Verdade” está em toda parte; não é algo que se procura num mapa. Sua verdade é diferente da minha. De início, você pode pensar que “isto” é a verdade, mas depois descobre outra verdade e a primeira deixa de ser aceita! Mas nesse processo você evoluiu, e isso é que importa! Um homem está na pior quando não entende a si mesmo. No mundo do cinema estrelas sobem e depois caem… Isso é normal! Os que depois do fracasso sentem-se desalentados devem perguntar a si mesmos se tinham alguma razão substancial na qual escorar o sucesso ou se foram bem sucedidos anteriormente por pura sorte. Devem reexaminar a si mesmos. Mas a maioria dos atores não consegue pensar assim. Quando alcançam o sucesso ficam cegos, crendo ser os melhores do mundo, e depois quando o sucesso os abandona sentem-se acabados! Pergunta: Você agora tem muitos compromissos. Certamente não dispõe de muito tempo para ficar em casa. Sua esposa nunca se queixa? Resposta: Já pensei nisso! Sempre tento encontrar tempo para ficar com minha família. Sempre pergunto a mim mesmo: meu trabalho estará afetando a harmonia de meu lar? De minha esposa? Quando a resposta for positiva, cancelarei alguns contratos. Mas Linda realmente é excelente! Nunca se queixa! Ela me compreende, ela sabe que preciso esforçar-me e isso vale qualquer sacrifício. Eu a agradeço por isso. Ela sempre me ajuda com alegria e bom ânimo. Que posso eu querer mais?

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Taky Kimura: O fiel guardião do legado de Bruce Lee

Mesmo após 42 anos após a morte de Bruce Lee, seu nome ainda gera muita polêmica, discussões, debates e estudos sobre sua controvertida personalidade. Mas se você tem alguma dúvida sobre quem realmente foi o verdadeiro Bruce Lee, basta recorrer à opinião de um homem com inquestionável caráter, um norte-americano de descendência japonesa que atende pelo nome de Taky Kimura. Ele foi um dos primeiros a apoiar Bruce Lee em seus projetos ambiciosos sobre artes marciais assim que ele (Bruce) pisou em solo norte-americano aos 18 anos de idade. Kimura está atualmente com 91 anos e um homem com tamanha longevidade, não permanece fiel à memória de alguém que se foi há mais de 40 anos se essa pessoa realmente não merecer tal dedicação e ter sido tão importante em sua vida. Assim presto através deste pequeno texto uma homenagem a este homem dedicado e perseverante que ainda está entre nós e que nos oferece um belo exemplo de fidelidade a uma amizade, um sentimento que hoje em dia está cada vez mais raro e desvalorizado.

Taky Kimura – Nascido em 1924 é considerado um dos dois alunos mais antigos de Bruce Lee, o outro seria Jesse Glover (falecido recentemente). Kimura foi realmente um dos amigos mais próximos de Bruce Lee desde o início da década de 1960 e um dos únicos a receber um certificado de instrutor do Instituto Jun Fan Gung Fu (que hoje tratam como Jeet Kune Do) diretamente de Lee. A vida de Taky Kimura não foi fácil, quando estava com 18 anos, os EUA haviam entrado na Segunda Guerra Mundial e por ser filho de Japoneses, Kimura foi confinado a um campo de concentração apesar de ser legalmente cidadão norte-americano. O confinamento impediu que Kimura concluísse sua formatura no ensino médio. Ao encerrar o conflito mundial em 1945, ele foi finalmente libertado no seguinte, mas se sentia humilhado, discriminado e não tinha mais nenhuma motivação. Sua situação em relação aos estudos era ainda mais grave porque sua família não tinha mais condições de custear sua educação universitária mesmo se ele resolvesse voltar a estudar. Mas com todas dificuldades a família abriu uma mercearia na cidade de Seattle, Washington.

As coisas começaram a mudar para Taky Kimura aos 35 anos (em 1959) quando conheceu um jovem chinês de 18 anos recém chegado de Hong Kong que se dizia chamar Bruce Lee. Kimura logo atraído pelo carisma e auto-determinação do jovem Bruce Lee se juntou a ele na primeira versão do Instituto Jun Fan Gung Fu (ou Instituto de Kung Fu Lee Jun Fan – nome chinês de Bruce Lee). A escola lecionava o “estilo interno” do sul da China conhecido como Wing Chun, que essencialmente tinha 70 % de técnicas com as mãos e 30% com os pés, sendo que os poucos golpes de pés eram da altura da cintura para baixo. Mas isso foi se modificando aos poucos à medida que Bruce Lee se relacionava com lutadores de outros estilos dentro e fora da comunidade chinesa de Seattle, levando-o a incorporar técnicas de outros estilos de kung fu e passando a utilizar também os chutes altos mais vistosos, mas isso é assunto para outro artigo.

Taky Kimura viu no jovem Bruce Lee uma segunda chance em sua vida, assim passou a ser seu assistente direto e amigo íntimo. Kimura cedeu o porão da mercearia do família para ser a primeira sede do Instituto Jun Fan Gung Fu e entregou-se totalmente aos ensinamentos técnicos e filosóficos do jovem Bruce Lee que lhe valeram por toda vida, fazendo com que recuperasse a auto-estima e tivesse um objetivo em sua vida.

Kimura participou de diversas demonstrações de Bruce Lee no início da década de 1960 por algumas cidades da costa da California como San Francisco, Oakland, Los Angeles e principalmente em Long Beach, onde fez sparring com Lee e foi demonstrado o famoso soco de uma polegada.

Taky Kimura foi padrinho no casamento de Bruce Lee e Linda Emery em 1965 e foi também um dos três únicos a receber o certificado de instrutor qualificado de Jun Fan Gung Fu, os outros dois foram James Yimm Lee e Dan Inosanto. Kimura teria sido autorizado a ensinar o Jun Fan Gung Fu sob o lema de “manter os números baixos e a qualidade alta.” Até hoje, a única pessoa que recebeu um certificado de instrução de Taky Kimura foi seu filho Andy Kimura, que atualmente está à frente nas instruções técnicas da escola Jun Fan Gung Fu de Seattle auxiliado por Abe Santos. Taky Kimura teve a honrosa incumbência, ainda que dolorosa, de carregar o caixão de Bruce Lee no funeral em Seattle em julho de 1973. Os outros foram Dan Inosanto, Steve McQueen, James Coburn, Ray Chin e Robert Lee, irmão de Bruce.

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Bruce Lee tinha projetos para Kimura no cinema, que era uma forma de mostrar sua gratidão ao velho parceiro de tantos anos. Bruce já estava morando em Hong Kong e já era famoso em toda a Ásia quando telefonou para Kimura em Seattle confirmando sua participação no seu próximo filme que seria “The Game of Death” (O Jogo da Morte) depois de ter feito “The Way of the Dragon” (O Vôo do Dragão) em 1972. Kimura ficou relutante com o convite se dizendo desajeitado demais para participar de um filme, mas Bruce não lhe deu ouvidos, exigiu sua participação e prometeu lhe enviou as passagens. Kimura iria representar o guardião do segundo andar do templo no filme o Jogo da Morte (no projeto original). Ele seria mestre do estilo Louva-a-Deus (Praying Mantis). As cenas chegaram a ser filmadas, mas não foram localizadas e assim não foram usadas na versão de “The Game of Death” de 1978, ou no documentário de John Little, “A Warrior’s Journey” de 1999.

Mas Taky Kimura aparece em diversos outros documentários sobre Bruce Lee, como em “How Bruce Lee Changed the World” de 2009; “Bruce Lee in G. O. D.” De 2000; “The Path of the Dragon” de 1998; “The Life of Bruce Lee” de 1994; “The Curse of the Dragon” de 1993; e “Bruce Lee The Legend” de 1977.

Finalmente em 2009, aos 85 aos de idade, Taky Kimura recebeu o diploma de conclusão do Ensino Médio na Clallam Bay High School, em Clallam Bay, Washington. Na cerimônia Kimura se lembrou que em junho de 1942, ele havia recebido uma bolsa de estudos para cursar medicina na Washington State University e de repente, no mesmo dia, ele, sua família e mais algumas pessoas foram postos em um vagão de um trem antigo e foram transportados para o Campo de Internamento de Tule Lake, destinados aos nipo-americanos da California, próximo da fronteira com o estado de Oregon. Tule Lake foi o maior dos dez campos de realocação de guerra autorizado por uma ordem executiva do governo norte-americano, emitida em 19 de fevereiro de 1942, para deter pessoas de descendência japonesa em resposta ao ataque japonês de Pearl Harbour em 7 de dezembro de 1941. Tule Lake foi aberto em 26 de maio de 1942, chegou a confinar 18.700 pessoas e foi desativada em 28 de março de 1946. A família Kimura ficou detida por quatro anos e quando saíram não eram mais do que “sem teto” sem saber o que fazer ou para onde ir. Segundo o próprio Taky Kimura disse: “Ninguém nos daria um emprego ou alugaria um lugar para nós.” Ele e sua família foram para Seattle tentar a sorte onde finalmente abriram uma mercearia onde cujo porão se tornaria a primeira sede do Instituto Jun Fan de Kung Fu.

Taky Kimura estava psicologicamente e mentalmente quebrado quando conheceu Bruce Lee casualmente no campo de Beisebol da Universidade de Washington, ele tinha 36 anos e Bruce apenas 18 anos. Como observou Kimura: “Eu estava com a idade para ser seu pai, mas foi ele que se tornou uma espécie de pai substituto para mim. Quando comecei a aprender com ele, me olhei no espelho e passei a acreditar que eu também era um ser humano, então reconstruí todo o meu pensamento.”

Há um consenso que dentre todas as pessoas que se relacionaram com Bruce Lee, Taky Kimura é considerado a melhor de todas elas. Não porque era o melhor artista marcial, mas porque além de ser o mais antigo aluno e parceiro, foi realmente amigo de Bruce Lee e porque tinha (e tem) um excelente caráter. Desde 1964 Kimura assumiu seu papel de instrutor de Jun Fan Gung Fu (hoje, considerado Jeet Kune Do) em Seattle, permanecendo fiel ao seu trabalho até hoje com a assistência do seu filho Andy Kimura. Taky Kimura jamais aceitou receber alguma compensação por seu trabalho em nome de Bruce Lee e fielmente permaneceu zelador, para não dizer guardião, da sepultura de Bruce Lee por 30 anos e, é claro, cuidou também do túmulo de Brandon Lee desde 1993.

Em uma das várias cartas dirigidas ao amigo Taky Kimura por Bruce Lee na época em que era bastante assediado devido à sua fama crescente em Hong Kong e em toda Ásia, Bruce Lee declarava: “Você é o único em que posso confiar, você é o meu melhor amigo.”
Taky Kimura é um homem respeitado no círculo de admiradores e seguidores de Bruce, e ele é considerado um exemplo vivo de impacto positivo do que a filosofia de Bruce Lee produziu na vida das pessoas que o acompanharam ainda em vida ou após sua morte.

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Bruce Lee não deixou sucessores

O que seria dos filmes de artes marciais sem o surgimento de Bruce Lee? Certamente o gênero não teria tamanha longevidade e sucesso de público. Talvez o que manteve o gênero ainda vivo nas telinhas foi justamente a expectativa do surgimento do sucessor de Bruce Lee, morto em 1973. Mas estamos em 2015, e até hoje, ninguém esteve à altura do pequeno dragão. Alguns chegaram perto de ter um reconhecimento semelhante, mas não souberam se manter no topo e se perderam. A maioria dos candidatos à sucessão fizeram mais de uma dezena de filmes e não conseguiram convencer o público ávido por outro ídolo nas artes marciais. Se bem que quem foi fã de Bruce Lee e acompanhou sua curta carreira, jamais iria admitir que alguém pudesse destroná-lo.

Bruce Lee deixou apenas quatro filmes de artes marciais concluídos e um inacabado. Anteriormente aos filmes produzidos em Hong Kong, ele foi protagonista da série de TV norte-americana “O Besouro Verde” (The Green Hornet) no final dos anos de 1960, fazendo o papel de Kato, o ágil e saltitante parceiro do Besouro Verde (Van Williams).

Após Bruce Lee ter co-estrelado com sucesso em “O Besouro Verde” e em outra série de TV chamada “Longstreet” (com James Franciscus) e na qual teve ótimas participações apenas nos dois primeiros capítulos, ele foi simplesmente vetado para o principal de “Kung Fu”, uma série para TV famosa e idealizada inicialmente para o próprio Lee, que foi substituído pelo canastrão David Carradine, que além de ser um ator medíocre usaria suas habilidades de ‘dançarino’ para enganar nas cenas de lutas nos episódios com uma discreta ajuda de dublês. Ficou evidente que era um típico caso de discriminação racial por parte dos produtores norte-americanos.

O primeiro filme de Bruce Lee produzido pelos estúdios de Hong Kong foi “O Dragão Chinês” (The Big Boss) de 1971. O filme foi filmado sob condições precárias numa vila na Tailândia. Com uma produção barata, a película só se salva pela performance de Bruce Lee. Sua técnica, explosão e velocidade nos golpes eram inéditos para um público acostumado com um cinema ‘pastelão’ de Kung Fu onde as lutas pareciam intermináveis e sem definição. Foi um enorme sucesso de público em Hong Kong.

O segundo filme, “A Fúria do Dragão” (Fist Of Fury) iniciado em 1971 e concluído em 1972, foi filmado em Hong Kong com uma produção melhor. Bruce (com moral) pôde interferir nas coreografias das lutas e contou com a participação de seu amigo e karateca Bob Baker, que interpretou um famoso lutador russo. Lee demonstra sua perícia com o nunchaku pela primeira vez nas telonas. Foi outro estrondoso sucesso em toda a Ásia. O personagem de Lee está furioso e obcecado para vingar o assassinato de seu mestre, sua fúria é transmitida ao público a cada golpe desferido contra os alunos de academia japonesa.

O terceiro filme, “O Vôo do Dragão” (The Way Of The Dragon) de 1972, Bruce Lee foi o responsável pelo roteiro, direção e coreografia das cenas de luta, além de ser o protogonista. Um dos trunfos do filme foi a participação de dois lutadores de artes marciais campeões dos EUA, Bob Wall e Chuck Norris, assim como da participação do coreano Wang Ing Sik (em coreano Hwang In-Sik), mestre de Tang Soo Doo. Neste filme Bruce protagoniza uma cena clássica utilizando dois nunchakus ao mesmo tempo. O clímax de “O Vôo do Dragão” é sem dúvida o duelo final entre Lee e Chuck Norris no coliseu em Roma, a coreografia da luta é tida como uma das mais belas já feitas no cinema. O filme é temperado com cenas de humor com as quais Bruce queria direcionar diretamente ao público asiático.
O quarto filme seria “O Jogo da Morte” (The Game Of Death), que foi começado a ser filmado ainda em 1972; era um projeto pessoal de Bruce Lee. A idéia central do enredo era demonstrar que todo artista marcial deveria se adaptar às circunstâncias mesmo que muito desfavoráveis. No filme o personagem de Lee teria que invadir um pagode de estilo coreano, e enfrentar em cada pavimento um adversário com um estilo de luta diferente. No esboço original Whang Ing Sik (mestre coreano Tang Soo Doo e de Hapkidô) guardaria o primeiro andar; Taki Kimura (amigo e aluno de Lee) guardaria o 2º andar; Dan Inosanto (mestre das armas brancas filipinas e amigo de Lee) ficaria com o 3º andar; Ji Han Jae (mestre introdutor do Hapkidô nos Eua) estaria no 4º andar; e finalmente o gigante Kareem Abdul Jabbar (profissional de basquete e ex-aluno de Lee) seria o último adversário no 5º andar. Ele chegou a deixar gravados alguns ensaios de lutas ainda não definitivos para o filme. Um dos confrontos que chegou às telas foi o que Bruce enfrenta seu parceiro filipino Danny Inosanto, que representava um mestre no nunchaku e bastões duplos. O duelo entre os dois com nunchakus é um clássico do gênero. O outro duelo exibido foi contra mais um amigo de treinamento, Han Jae Ji, mestre de Hapkidô responsável pela divulgação do estilo nos EUA. E para finalizar Lee enfrenta literalmente um grande obstáculo, o gigante Kareem Abdul Jabbar, de mais de 2 metros de altura. Jabbar foi aluno de Bruce Lee em Seattle e era campeão de basquete pelos Lakers nos EUA. A luta foi outra aula de técnica e criatividade de Bruce Lee. Mas Bruce não concluiu as filmagens, foi chamado às pressas para os EUA por Hollywood que acabou por se render ao talento do “pequeno dragão”, eles tinham um projeto mais ambicioso para Bruce Lee. ‘O Jogo da Morte” seria lançado oficialmente em 1978, com montagens absurdas, tais como closes de Lee em filmes anteriores, dublês e sósias de Bruce filmados com enormes óculos escuros encobrindo o rosto, filmagens em ângulos que dificultassem o close dos sósias, e atores que chegaram a contracenar com Bruce em outros trabalhos como Dan Inosanto e Bob Wall. Mas vale a pena ver pelas cenas finais originais com Lee trajando seu lendário macacão amarelo e enfrentado Dan Inosanto, Han Jae Ji e Kareen Abdul Jabbar. Anos mais tarde foi lançado um documentário chamado “A Jornada de um Guerreiro” (A Warrior’s Journey) que trata justamente deste projeto inacabado por Bruce Lee, com suas idéias e esboços para o filme, cenas inéditas de ensaios de lutas com outros participantes para “O Jogo da Morte”.

Mas foi “Operação Dragão” (Enter The Dragon) de 1973, que se tornou o quarto e definitivo filme de Bruce Lee. É até hoje considerado o clássico insuperável dos filmes de artes marciais. Bruce Lee era o protagonista mas teve que dividir o estrelato com os norte-americanos John Saxon e Jim Kelly. As cenas de luta foram todas coreografadas por Lee. John Saxon não se comprometeu, teve boa participação dentro de suas limitações como artista marcial; Jim Kelly com sua cabeleira black power, se destacou com seu karate nada ortodoxo, mas certamente graças à supervisão de Lee. No filme Bruce Lee dá uma demonstração jamais vista nas telas de manuseio de armas brancas, nunchaku, bastões filipinos, e bastão longo (bo). Outros participantes ilustres do filme como vilões, foram Bolo Yeung (como Bolo), praticante de Karatê; Sammo Hung (que fez a primeira cena de luta do filme contra Lee), o experiente em filmes de Kung Fu; Shih Kien (como Mr. Han), um ator veterano de Hong Kong e praticante de estilo tradicional de Kung Fu; e novamente Bob Wall (como O’Hara). “Operação Dragão” foi um sucesso sem igual, na Ásia, Europa e EUA, Bruce Lee estava consagrado. Mas Bruce não pôde usufruir desse sucesso em vida. Pouco antes do lançamento do filme, Lee falecia em 20 de julho de 1973, deixando um público enorme de fãs espalhados no mundo inteiro. Quem poderia imaginar que Bruce Lee iria morrer tão jovem?

Começou-se então a procura do sucessor do Rei do Kung Fu, vários surgiram de todos os cantos, a maioria tentando imitá-lo em vão. Até hoje se tenta achar alguém. É como tentar achar o novo Elvis Presley, o novo Muhammad Ali, o novo Pelé, o novo Jimi Hendrix, etc. Bruce sempre será a referência para se julgar algum artista marcial.

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Bob Baker: o parceiro desconhecido de Bruce Lee

Alguns podem não saber quem é Robert “Bob” Baker, mas certamente se referirmos ao lutador russo de karatê que enfrenta Chen Zhen (Bruce Lee) nas cenas finais de “A Fúria do Dragão”, fatalmente virá na mente aquele sujeito de poucas palavras e mal-encarado, de bigode e cabelos crespos ruivos, dotado de uma força descomunal chamado Petrov.

O duelo de Petrov com Chen Zhen foi muito interessante, pois Bruce pôde demonstrar um pouco de sua versatilidade para luta, usando técnicas de boxe ocidental, Jeet Kune Do e até uma mordida salvadora na perna do adversário. Chen acaba com a luta quando acerta um chute lateral direto no rosto de Petrov que se ajoelha quase sem sentidos, mas sem deixá-lo se recobrar, Chen avança e agarra o russo pelos cabelos desferindo em seguida uma cutilada mortal no seu pescoço.

Depois dessa participação de Bob Baker em “A Fúria do Dragão”, nunca mais se ouviu falar dele em filmes (pelo menos relevantes) ou em algum tipo de evento representativo de artes marciais. Ao contrário dos lutadores profissionais, campeões de Karatê e mestres de artes marciais convidados por Bruce lee para participarem de seus filmes como Bob Wall, Chuck Norris, Jim Kelly, Whang In-Shik, Ji Han Jae, Shih Kien e Bolo Yeung, aparentemente o misterioso Bob Baker não tinha “carta de apresentação” que justificasse sua presença naquele filme. Será que ele teria sido aleatoriamente escolhido por Bruce Lee simplesmente pelo seu visual caucasiano carrancudo?

O que se sabe de Bob Baker e que no geral todos concordam é que ele era norte-americano, nascido no estado da Califórnia em 18 de maio de 1940. Portanto, era apenas 7 meses mais jovem que Bruce Lee. Antes de conhecer Bruce, ele teria treinado com o famoso professor havaiano de Kempo, Al Dacascos (praticante do sistema de luta Kajukenbo). Logo em seguida começou a treinar Jeet Kune Do sob a supervisão do próprio Bruce Lee e seu amigo James Yimm Lee, em Oakland, na Califórnia, ainda na década de 1960.

No torneio de Karatê em 1967 na cidade de Long Beach, na Califórnia (campeonato tradicional em que Bruce Lee já havia participado em 1964, demonstrando suas extraordinárias condições físicas e técnicas), Bob Baker foi o coadjuvante da vez na exibição do lendário “soco de uma polegada”. Antes de Bruce desferir o soco em seu peito, Bob teria recusado o colchim como protetor para amortecer a pancada. Lee estava em pé de frente a Baker, com os joelhos ligeiramente dobrados, pé direito à frente e punho direito cerca de uma polegada de distância de seu peito. Sem recuar seu braço, Lee socou Bob com tamanho impacto que o fez cair sentado sobre uma cadeira que tinha sido colocado atrás dele. O resultado foi como Bob descreveu: “Eu disse a Bruce não fazer esse tipo de demonstração novamente, porque depois que levei aquele soco, eu tive que ficar em casa sem ter condições de trabalhar por algum tempo…a dor em meu peito era insuportável!”

Não sei ao certo se Bob Baker já estudava Jeet Kune Do em 1967 ou se começou a a praticar a partir desta demonstração em Long Beach. De qualquer maneira ele teria sido considerado (não se sabe por quem) o aluno mais veterano dos tempos de Oakland, só perdendo para James Yim Lee (co-fundador da academia de Oakland com Bruce). Porém, já foi dito que a maioria dos alunos de Lee parecia desconhecer Bob Baker até sua aparição em “A Fúria do Dragão” de 1972. O que era uma inverdade, pois há registros fotográficos no final dos anos de 1960, de Bob Baker junto a outros alunos de Bruce Lee, como Howard Williams e o próprio James Yimm Lee. Sem dúvida, Bob Baker era um dos mais antigos.

Além de participar de “A Fúria do Dragão”, Baker apareceu também em diversas convenções servindo de sparring para Bruce Lee em demonstrações para a TV em Hong Kong. Foi justamente nessa fase da carreira de Bruce Lee, eles desenvolveram uma forte amizade, com Baker se hospedando por alguns meses na casa da família Lee em Kowloon. Bruce na época costumava apresentá-lo como seu “guarda-costas” para a imprensa de Hong Kong. E já que Bruce costumava sofrer muitas provocações de lutadores clássicos ou de rua que queriam testar suas habilidades quando aparecia em público, Baker até que “quebraria um galho” como guarda-costas, se precisasse.

James Yimm Lee, grande amigo e sócio de Lee, que também foi um grande amigo de Baker, tinha falecido de Câncer em 1972 aos 52 anos e, se não bastasse, Bruce viria a falecer em 1973 de forma ainda não totalmente esclarecida aos 32 anos, o que deixou Baker ainda mais arrasado. Após a morte de Lee, Baker teria deixado Hong Kong rapidamente (a imprensa “marrom” dizia que o motivo seria por temer represálias das tríades que estariam supostamente envolvidas na morte de Bruce Lee). Boatos afirmavam que Baker seria um “atravessador”, dos EUA para Hong Kong, de substâncias ilegais (como anabolizantes e haxixe). Armas para auto-proteção de Bruce estariam também incluídas e seriam as principais razões porque Baker tinha sido convocado para participar de “A Fúria do Dragão”. Mas nada disso foi comprovado ou confirmado pelo próprio Baker, se é que alguém teve coragem para perguntá-lo.

Ao contrário de discípulos mais famosos de Bruce Lee como Dan Inosanto, James Yimm Lee, Ted Wong, Richard Bustillo, Taky Kimura, Jesse Glover, Jerry Poteet, Bob Bremer e Tim Tackett, não se ouvia quase nada sobre as atividades de Bob Baker após a morte de Bruce Lee em 1973.

De volta aos EUA, Baker não ousou abrir uma escola comercial de Jeet Kune Do aproveitando a “onda” causada pela morte prematura de seu mestre e amigo. Durante as décadas de 1980 e 1990 ele ensinou apenas para um grupo restrito de pessoas, já que entendia que seus ensinamentos, frutos do aprendizado adquirido ao trabalhar com Bruce e James Lee não se adequariam a uma academia de artes marciais convencional. Para ele a fidelidade aos princípios do Jeet Kune Do era primordial e ele não enxergava com bons olhos as duvidosas variações que estavam ocorrendo nos anos de 1980. Baker posteriormente participou de alguns documentários sobre Bruce Lee.

Howard Williams, da pioneira turma de Oakland na década de 1960, morto em abril de 2012, foi um dos poucos companheiros de Jeet Kune Do mais próximos de Bob, enquanto ainda ensinavam de forma discreta na região de Oakland. Também foram seus discípulos, George Tan (historiador expert sobre a vida de Bruce lee) e o instrutor Roy Cullen. Bob Baker trabalhou também com Greglon Lee, o filho de James Yimm Lee.

Há uma divergência sobre a causa e o ano da morte de Robert Baker, especulou-se entre ataque cardíaco, câncer, derrame cerebral ou cirrose hepática como as causas de sua morte; e entre 1992 e 1994, o ano de seu falecimento. Mas a data e causa da morte mais provável seria em 14 de abril de 1993, na cidade de Los Angeles, estado da Califórnia, EUA, vítima de um ataque cardíaco, aos 53 anos incompletos. Assim, o mais discreto e calado, porém respeitado discípulo de Bruce Lee, partiu sem quase ser notado.

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Hollywood: A desilusão de Bruce Lee

Antes que tivesse a oportunidade de entrar em contato com Lee, Raymond Chow, no intento de discutir um contrato para, pelo menos, um filme, Bruce regressava a Los Angeles atraído, ainda, pelo apelo de Hollywood! Infelizmente para Bruce, porém, depois de “O Besouro Verde”, tudo que conseguiu foram “pontas” em filmes e seriados de pouco sucesso como “Ironside”, “Blondie”, “Here Come the Brides” e algum trabalho como diretor técnico de cenas de luta de outras películas… — “Afinal quem precisa de um ator chinês em Hollywood quando não for para Charlie Chan?” desabafaria Lee. Desgostoso com tal situação, Bruce voltou a ensinar sua visão pessoal do Kung Fu, e, para surpresa sua, nomes famosos como Steve McQueen, James Coburn, James Garner, o roteirista Stirling Silliphant, Joe Hyams, Elke; Sommer e outros passaram a buscar insistentemente o privilégio de serem admitidos como seus alunos. Logo, Silliphant, Coburn e McQueen tornaram-se não apenas discípulos, mas íntimos amigos: — “James Coburn definitivamente não é um lutador… — comentaria Bruce posteriormente em uma entrevista — aficionado, sim! É um homem muito pacífico. Estuda arte marcial porque encontra nela um espelho por onde ver a si mesmo. Eu, particularmente, acredito em todo tipo de conhecimento… em última instância, conhecimento significa auto-conhecimento. E é isso que Coburn busca! Steve (McQueen) já é muito nervoso. Poderá vir a ser um artista marcial muito bom se se tornar mais pacífico, como Coburn. No momento atingiu apenas o nível de sentir a Arte Marcial como um excitamento… como o produzido pela sua nova moto ou seu carro esporte, ou alguma forma de liberar suas emoções.” Foi através da influência dos grandes nomes do cinema — que se tornaram seus amigos — que Bruce Lee conseguiu uma ponta no filme “Marlowe” da MGM, com James Garner e um papel para quatro capítulos da série de TV “Longstreet”, com James Franciscus. “Longstreet” foi sua primeira real oportunidade para atuar num filme… e Bruce gostou!

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“O Besouro Verde”: Quando Bruce Lee foi chamado

William Dozier, decidira investir no sucesso de Batman e lançou um seriado baseado na antiga novela radiofônica “O Besouro Verde”.

Bruce recebeu, então, a oferta para representar o guarda-costas e motorista oriental do herói Britt Reid, “Kato”. — “Sabem como obtive esse papel? — diria Lee mais tarde ao jornalista Jack Moore, entre lacônico e sarcástico — O nome do herói da série era Britt Reid e eu era o único chinês em toda a Califórnia que podia pronunciar o nome Britt Reid, eis porquê!” Nessa época, Bruce Lee abria um terceiro Jun Fan Institute, em Los Angeles, deixando o de Oakland sob a orientação de James Lee. “O Besouro Verde”, no qual fora permitido a Bruce Lee demonstrar apenas uma pequena quota de Kung Fu, correu por todo o território dos Estados Unidos como uma série “medíocre”; porém o personagem “Kato” tornou-se um herói entre as crianças e estourou mais tarde em popularidade no Oriente.

Referindo-se a seu desempenho — muito formal — nesse seriado americano, comentou Lee à Rádio de Hong Kong: — “Quando fiz “O Besouro Verde” conforme olhava a meu redor via uma porção de seres humanos, mas ao olhar para mim mesmo percebia que eu era o único robô entre todos… porque não estava sendo natural!” Embora insatisfeito com sua participação nessa série de TV, a performance de Bruce como “Kato” granjeou-lhe muito prestígio no mundo das Artes Marciais… — “Eu poderia ter feito uma fortuna durante a apresentação do seriado, pois fui abordado insistentemente por vários homens de negócio que me propunham abrir uma cadeia de escolas “Kato – Defesa Pessoal”, todavia recusei. Não achei que seria a coisa certa a fazer visto meu ensino ser de cunho estritamente pessoal.” — afirmou Lee mais tarde.

Realmente, mais importante para Bruce do que impressionar aos homens de negócio do mundo das Artes Marciais, foi o enorme sucesso popular que “O Besouro Verde” alcançou em todo o Oriente. Dublado em Mandarim, a série bateu todos os recordes de audiência em Singapura e nas Filipinas. “Kato” tornou-se um herói para o público oriental e os primeiros pares de Nunchaku — os bastões de luta que Bruce usou pela primeira vez no seriado — já se tornavam a marca registrada de seus filmes, começando a aparecer em forma de brinquedo nas mãos dos moleques de rua de Hong Kong. Servindo-se de tal êxito, a 20th Century Fox, com o intento de negociar seu seriado no Oriente, promoveu uma turnê publicitária e Bruce viu-se solicitado por repórteres, entrevistas e demonstrações que o lançaram em pleno êxito praticamente da noite para o dia. No show de TV “Enjoy Yourself Tonight” Bruce encerrou uma demonstração de Kung Fu partindo 5 tábuas, de uma polegada cada, pendentes em sua frente e 8 tábuas, de duas polegadas cada, unidas por uma fita adesiva, feitos que quase nenhum artista marcial se arriscaria a executar em público. Entre a plateia estava o produtor Raymond Chow buscando por um talento para sua recém-formada companhia cinematográfica Golden Harvest.

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Postado por: Vinícius Lee

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